Como está a investigação sobre a Trend que Incita Violência no Tik Tok

11 de março de 2026

Assessoria de Comunicação | Patrícia Steffanello

Imagem: Gerada por IA | Gemini

O Ministério da Justiça e Segurança Pública colocou o TikTok contra a parede. O motivo é a propagação de vídeos sob a etiqueta "Caso ela diga não", que ganharam força em março de 2026. O que parece ser apenas mais um "desafio" de internet, na verdade, esconde uma apologia direta ao crime contra a mulher.


O que é a "trend" e por que ela é perigosa?

Os vídeos seguem um roteiro padrão: jovens simulam reações violentas após serem rejeitados por uma mulher. Utilizando manequins, os criadores de conteúdo encenam socos, pontapés e até o uso de armas de fogo. O grande problema é a naturalização da violência: o conteúdo ensina que a agressão é uma resposta aceitável para o fim de um relacionamento ou uma negativa afetiva.


A pressão do Governo e da Polícia Federal

O governo brasileiro deu um prazo de cinco dias úteis para a rede social se manifestar. A investigação quer saber:

·        Falha no Algoritmo: Por que o sistema de inteligência artificial do TikTok, que barra imagens de nudez quase instantaneamente, permitiu que vídeos de simulação de assassinato circulassem livremente?

·        Lucro com a Violência: O governo exige saber se os perfis que criaram esses vídeos ganharam dinheiro com as visualizações. Se houve lucro, a plataforma pode ser acusada de lucrar sobre o discurso de ódio.

·        Identificação: A Polícia Federal quer os dados dos responsáveis pelas postagens para que respondam criminalmente por incitação ao crime.


O Contexto Social

Num país onde ocorrem cerca de quatro feminicídios por dia, as autoridades tratam o caso como uma questão de segurança pública. A ideia é que, se o mundo digital não tiver regras claras, as simulações de hoje podem tornar-se os crimes de amanhã.

Compartilhar notícia

Últimas notícias e artigos

11 de março de 2026
Para muitos homens, o período de recruta no Exército, Marinha ou Aeronáutica é lembrado apenas como uma fase de disciplina e aprendizado.
11 de março de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu apertar o botão de "reiniciar" em um dos julgamentos mais importantes para quem trabalha no setor público sob o regime da CLT. A discussão gira em torno de uma pergunta simples, mas com consequências enormes: o governo pode obrigar um empregado de uma empresa estatal a parar de
5 de março de 2026
Governo prevê transição gradual até 2028, confira as datas neste artigo
5 de março de 2026
Lei de 2026 reconhece fibromialgia como deficiência e amplia acesso a benefícios do INSS. Entenda perícia, PcD, auxílio-doença, incapacidade e BPC.
5 de março de 2026
Recorde de feminicídios em 2025: 1.518 mulheres mortas no Brasil, média de 4 por dia. Entenda os dados, respostas institucionais e onde denunciar.
26 de fevereiro de 2026
Justiça Federal condena mulher por fraude ao INSS: criação de filho inexistente para receber pensão por morte por quase 14 anos. Perícias, pena, multa e ressarcimento ao erário.
26 de fevereiro de 2026
Live no Instagram debate fibromialgia, direitos e acesso a benefícios do INSS após a Lei 15.176/2025. Evento gratuito com Jane Berwanger e ANFIBRO, dia 26 às 19h.
26 de fevereiro de 2026
Agricultor segurado especial que recebia auxílio-acidente pode somar o valor na aposentadoria rural e superar 1 salário mínimo. Entenda regras, revisão e prazo de 10 anos.
19 de fevereiro de 2026
Decisão reconhece direito ao auxílio-acidente mesmo em caso de sequela mínima, reforçando o caráter protetivo da Previdência Social e a proteção ao trabalhador rural.
19 de fevereiro de 2026
Antecipação do 13º do INSS em 2026 ainda não está confirmada. Entenda os impactos fiscais, econômicos e sociais da medida para aposentados e pensionistas.
Mostrar mais