Quem recebe o BPC e começar a trabalhar não vai mais perder o benefício

16 de outubro de 2025

Imagem: PIxabay 

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o INSS anunciaram novas regras para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante um salário-mínimo mensal a idosos e pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade.


As mudanças foram publicadas em uma portaria conjunta nesta semana e trazem duas novidades importantes: mais segurança para quem tem variação na renda familiar e facilidade para quem começa a trabalhar e depois perde o emprego.


Antes, muitas pessoas corriam o risco de perder o BPC quando a renda da família aumentava um pouco, mesmo que fosse algo temporário. Agora, o benefício continua sendo pago se a renda por pessoa da família (renda per capita) ficar igual ou abaixo de um quarto do salário-mínimo, considerando o último mês ou a média dos últimos 12 meses. Na prática, isso evita cortes indevidos e garante mais estabilidade para quem depende do benefício.


Auxílio-inclusão será concedido automaticamente

Outra mudança importante é a conversão automática do BPC em auxílio-inclusão.

Isso significa que, se uma pessoa com deficiência começar a trabalhar e ganhar até dois salários mínimos, o sistema do INSS fará a troca de forma automática, sem precisar de novo pedido. O beneficiário passa a receber metade do valor do BPC junto com o salário do emprego.

Segundo o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, a medida tem o objetivo de incentivar o ingresso no mercado de trabalho sem que o beneficiário corra o risco de ficar sem renda.

“Antes, quem conseguia emprego perdia o benefício e tinha que voltar para a fila da perícia. Agora não. Se a pessoa perde o emprego, ela retorna automaticamente ao BPC, sem precisar pedir de novo”, explicou o ministro.


O que é o BPC

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) faz parte da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Ele garante um salário mínimo por mês a:

  • idosos com 65 anos ou mais;
  • pessoas com deficiência que tenham limitações físicas, mentais, intelectuais ou sensoriais de longo prazo (com efeitos por pelo menos dois anos) e vivam em situação de vulnerabilidade.

O ministério reforça que o BPC não é aposentadoria.

Não é preciso ter contribuído para o INSS para recebê-lo, e o benefício não paga 13º salário nem gera pensão por morte.

Texto: Patrícia Steffanello / Assessoria

Fonte: Agência Brasil

Compartilhar notícia

Últimas notícias e artigos

11 de março de 2026
Para muitos homens, o período de recruta no Exército, Marinha ou Aeronáutica é lembrado apenas como uma fase de disciplina e aprendizado.
11 de março de 2026
O Ministério da Justiça e Segurança Pública colocou o TikTok contra a parede. O motivo é a propagação de vídeos sob a etiqueta "Caso ela diga não", que ganharam força em março de 2026.
11 de março de 2026
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu apertar o botão de "reiniciar" em um dos julgamentos mais importantes para quem trabalha no setor público sob o regime da CLT. A discussão gira em torno de uma pergunta simples, mas com consequências enormes: o governo pode obrigar um empregado de uma empresa estatal a parar de
5 de março de 2026
Governo prevê transição gradual até 2028, confira as datas neste artigo
5 de março de 2026
Lei de 2026 reconhece fibromialgia como deficiência e amplia acesso a benefícios do INSS. Entenda perícia, PcD, auxílio-doença, incapacidade e BPC.
5 de março de 2026
Recorde de feminicídios em 2025: 1.518 mulheres mortas no Brasil, média de 4 por dia. Entenda os dados, respostas institucionais e onde denunciar.
26 de fevereiro de 2026
Justiça Federal condena mulher por fraude ao INSS: criação de filho inexistente para receber pensão por morte por quase 14 anos. Perícias, pena, multa e ressarcimento ao erário.
26 de fevereiro de 2026
Live no Instagram debate fibromialgia, direitos e acesso a benefícios do INSS após a Lei 15.176/2025. Evento gratuito com Jane Berwanger e ANFIBRO, dia 26 às 19h.
26 de fevereiro de 2026
Agricultor segurado especial que recebia auxílio-acidente pode somar o valor na aposentadoria rural e superar 1 salário mínimo. Entenda regras, revisão e prazo de 10 anos.
19 de fevereiro de 2026
Decisão reconhece direito ao auxílio-acidente mesmo em caso de sequela mínima, reforçando o caráter protetivo da Previdência Social e a proteção ao trabalhador rural.
Mostrar mais