Sancionada lei que proíbe descontos de associações em aposentadorias e pensões do INSS

8 de janeiro de 2026

Imagem: Freepik

Foi sancionada e publicada no Diário Oficial uma nova lei que acaba com os descontos automáticos de mensalidades de associações direto no benefício de aposentados e pensionistas do INSS. A ideia é cortar pela raiz um tipo de cobrança que virou porta aberta para abuso e fraude, e que pegou muita gente de surpresa no extrato. 


O que muda na prática


A partir de agora:

  • Associações, sindicatos e entidades similares não podem mais descontar mensalidade “na folha” do INSS, mesmo quando a pessoa diz que autorizou. Se alguém quiser se associar, o pagamento passa a ser por fora, por meios como boleto, cartão ou outra forma direta.


  • Se for identificado desconto indevido (mensalidade associativa ou até situações ligadas a consignado), o texto prevê devolução integral e coloca a responsabilidade no agente que fez o desconto (entidade/financeira/empresa), com prazo de até 30 dias após notificação ou decisão administrativa definitiva. 


  • A lei também endurece o combate às fraudes, inclusive com previsão de sequestro de bens de investigados em crimes ligados a descontos irregulares. 


E o crédito consignado? Também ficou mais “travado”


Além do tema dos descontos associativos, o governo informou que a lei traz regras mais rígidas para empréstimo consignado: o benefício fica bloqueado para novas operações, e para desbloquear será exigida autorização prévia e específica, com confirmação por biometria e autenticação/assinatura digital (e fica proibida contratação por procuração ou por telefone, segundo o texto divulgado). 


A sanção veio com vetos. Entre os trechos vetados, o Senado registra dispositivos que colocavam no INSS a obrigação de busca ativa dos lesados e que permitiam o ressarcimento direto pelo INSS com cobrança posterior das entidades. 


Quem desconfia de desconto, o que faz?


Uma orientação simples (e que vale ouro): olhar o extrato e, se aparecer algo que não faz sentido, contestar pelos canais oficiais. O governo também divulgou que a contestação de descontos indevidos pode ser feita até 14 de fevereiro de 2026, via Meu INSS, 135 e Correios (atendimento assistido).

Texto: Patrícia Steffanello | Assessoria de Comunicação

Compartilhar notícia

Últimas notícias e artigos

8 de janeiro de 2026
Aposentados e pensionistas do INSS têm até 14 de fevereiro de 2026 para pedir a devolução de descontos indevidos. Saiba quem pode solicitar, como fazer o pedido pelos canais oficiais e como evitar golpes.
8 de janeiro de 2026
Auxílio-doença é proteção social, não fraqueza. Entenda quem pode pedir o benefício por incapacidade temporária, como funciona o processo no INSS, os erros mais comuns e por que buscar orientação pode garantir renda e dignidade durante o afastamento.
6 de janeiro de 2026
Produtor rural do Rio Grande do Sul ganha prazo estendido até 2026 para adaptação à Nota Fiscal Eletrônica. Obrigatoriedade inicia em 2025 com regras diferenciadas e apoio dos sindicatos.
16 de dezembro de 2025
Salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026. Entenda como o reajuste foi calculado e quais benefícios do INSS e assistenciais serão impactados.
16 de dezembro de 2025
CPMI do INSS encerra 2025 com 28 sessões, milhares de documentos analisados e anuncia relatório preliminar sobre fraudes contra aposentados.
16 de dezembro de 2025
Aposentados por incapacidade permanente podem ter acréscimo de 25% no benefício. Veja quem tem direito, como comprovar e como solicitar no INSS.
16 de dezembro de 2025
INSS mantém modelo do calendário de pagamentos em 2026. Saiba como funciona, quem recebe primeiro, reajustes previstos e como consultar sua data no Meu INSS.
11 de dezembro de 2025
O evento acolheu advogados e conselheiros do Conselho de Recursos e aconteceu em Curitiba/PR
4 de dezembro de 2025
Contran altera regras da CNH e flexibiliza etapas para categorias A e B, permitindo curso online e prática com instrutor autônomo. Categorias C, D e E permanecem no modelo tradicional.
4 de dezembro de 2025
INSS suspende averbações do AGIBANK após auditoria da CGU revelar contratos pós-óbito, refinanciamentos sem autorização e milhares de operações irregulares no consignado.
Mostrar mais